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Caso Bruno e Dom: transferência do júri para Manaus é medida necessária para garantir justiça

Beatriz Matos, viúva de Bruno Pereira, observa as cruzes homenageando ele e Dom Phillips, no local onde foram assassinados.
Viúva de Bruno, a antropóloga Beatriz Matos observa as cruzes colocadas por indígenas no local onde ele e Dom foram assassinados no Vale do Javari.

Publicado por Opi

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Na última quarta (04), foi anunciada a transferência do julgamento do caso Bruno e Dom, da cidade de Tabatinga para a capital do Amazonas, Manaus. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1a Região atende solicitação do Ministério Público Federal (MPF), responsável pela denúncia contra os réus. 

A decisão considera que a medida de desaforamento (transferência) é necessária para a segurança dos envolvidos no processo de julgamento e para a formação de um júri imparcial. Além de uma estrutura que comporte as especificidades de um caso complexo e delicado como este. 

Bruno Pereira, indigenista e fundador do Opi, e Dom Phillips, jornalista que preparava um livro sobre a Amazônia, foram brutalmente assassinados em 5 de junho de 2022, por pessoas com interesses na exploração ilegal e invasão da Terra Indígena Vale do Javari. 

O Observatório dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato considera a decisão acertada e estará acompanhando o julgamento, confiando que a justiça seja feita. Por Bruno e Dom, pela segurança dos territórios e pelos direitos dos povos indígenas.

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